sexta-feira, 27 de junho de 2014

Deus criou o mal? Isaías 45:7


Deus criou o mal? Isaías 45:7










Olá, querido amigo Rubens,
Sinto-me honrado em saber que Deus usa o programa para dar as respostas que você precisa meu irmão. Não tenha dúvidas de que o Senhor o tirará do deserto e o colocará sobre o “rio da água da vida” – o Espírito Santo – (Joao 7:37-39) a fim de você ser refrescado e encontrar alívio. Continue em sua busca por Jesus peça-Lhe forças para vencer o que o atrapalha de seguir adiante. Filipenses 2:13 diz que é Ele que efetua em você (e em mim) o querer e o fazer coisas boas. Portanto, basta pedir e o Senhor atuará lá no fundo da sua mente, refinando seus gostos e o auxiliando até obter a vitória que tanto almeja!
Isaías 45:7, a princípio, parece contradizer 1 João 4:8, 16, Tiago 1:13, etc. Mas, quando entendemos o significado da palavra hebraica para “mal” empregada no texto, o aparente problema fica resolvido. Vou lhe ajudar:
A palavra hebraica para designar mal no verso é ‘ra e significa: “mal moral”, “a natureza perversa” e também “males como inundações, terremotos, tempestades de granizo”. Nesse contexto, ao compararmos com Isaías 47:11, vemos o termo “mal” se refere à “desolação” e às “calamidades” que Deus permitiria vir sobre os babilônicos por não terem se arrependido dos pecados deles! Leiamos Isaías 47:11:
“Pelo que sobre ti virá o mal que por encantamentos não saberás conjurar; tal calamidade cairá sobre ti, da qual por expiação não te poderás livrar; porque sobre ti, de repente, virá tamanha desolação, como não imaginavas.” (Grifo acrescentado)
O Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia comenta sobre Isaías 45:7:
“Crio o mal – Deus é o autor da luz e da paz. Ele permite o mal para que os homens e os anjos possam testificar o resultado do afastamento dos eternos princípios da justiça. Na Escritura, Deus muitas vezes é representado como causando aquilo que ele não evita”em> (Grifos acrescentados).
Aqui é exposto um princípio muito importante para análise do texto: o idiomatismo hebraico (forma de os hebreus se expressarem) apresenta Deus fazendo coisas que na verdade Ele não impede de acontecerem. Esse é o caso de 1 Samuel 16:14.
Quando entendemos o termo no original e a forma como o hebreu se expressa (apresenta Deus a fazer algo, mas, que na verdade Ele não impediu), conseguimos entender tais questões difíceis. E, quando lemos o contexto geral das Escrituras, concluímos que Deus realmente não é o autor do mal moral, mas sim que Ele permite que calamidades e desolações sobrevenham a nações rebeldes (Isaías 45:7 e 47:11):
“Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal.” Salmo 5:4.
Conte comigo sempre que precisar – ok?
Um forte abraço e que Deus lhe dê a paz,
Leandro Quadros

Fonte: www.namiraverdade.com.br

Como Pôde Um Deus Santo Criar o Mal?

Como Pôde Um Deus Santo Criar o Mal?



“Eu sou Jeová, e não há outro. Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal; eu sou Jeová que faço todas estas coisas.” – Isaías 45:6, 7 (Sociedade Bíblica Britânica)
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“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos”, cantaram os serafins de Deus, conforme registrado em Isaías 6:3. O profeta Habacuque disse sobre Ele: “Teus olhos são tão puros, que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade.” (Hab 1:13) Como é possível, então – refletem os homens de fé – um Deus Santo ter criado o mal, como o trecho de Isaías citado acima diz que Ele faz?
Uma leitura casual dessa passagem problemática tem levado a conclusões estranhas. Alguns concluíram que Deus criou Satanás, o Diabo e/ou os demônios já como pessoas maléficas. [1] Outros sugeriram que, se Deus pode criar o mal, não existem realmente espíritos maus ou demônios, sendo estes apenas figuras de linguagem bíblica ou personificações do mal.
Perguntamos mais uma vez: como pode um Deus Santo criar o mal?
Em primeiro lugar é preciso perceber que este trecho foi escrito originalmente em hebraico e depois traduzido para outros idiomas, incluindo os modernos. Como cristãos, acreditamos que esse trecho de Isaías foi inspirado por Deus e é totalmente verdadeiro. Mas sabemos também que a leitura dele nos idiomas modernos é uma tradução não inspirada, obra de homens imperfeitos. Poderia a seleção das palavras nas traduções ser menos precisa para o leitor moderno?
Antes de examinarmos essa expressão perturbadora mais de perto, vamos examinar a expressão oposta, fornecida no mesmo trecho, “faço a paz”. O termo hebraico traduzido como paz é shalom. Os comentaristas admitem que esta palavra das línguas modernas é muito mais limitada no significado do que o termo hebraico. De fato, nossa expressão paz e prosperidade chega bem mais perto do sentido exato. Isso nos leva a perguntar: será que o termo hebraico traduzido como mal também tem uma abrangência mais ampla de sentido do que a conotação usual do termo nas línguas modernas?
O termo hebraico traduzido como “mal” é rah. Pode significar mau ou mal, seja natural ou moral. Outras palavras modernas que poderiam ser usadas para expressar este termo são adversidade, aflição ou calamidade. Um desastre natural como um terremoto é rah, mas esse desastre não é mal em sentido moral. Conforme a Bíblia bem atesta, Iavé pode trazer a prosperidade para aqueles a quem Ele escolhe, e o desastre sobre quem Ele quiser. Como atos de julgamento, esses desastres são certamente rah para as pessoas sobre as quais eles sobrevêm, mas por serem atos de justiça de Deus, não podem ser considerados como moralmente iníquos.
Mas, o que dizer do mal em sentido moral? Será que Deus criou isso? Se Deus realmente criou o mal moral, não seria Ele, então, moralmente responsável pela iniqüidade cometida? À primeira vista, alguém poderia dizer que sim. Existe alguma maneira em que se pode afirmar que Deus criou o mal moral, sem fazer dele moralmente responsável? Façamos um exame da questão a partir deste ponto de vista.
Para nos ajudar a compreender, precisamos examinar a linha anterior deste versículo: “Eu formo a luz, e crio as trevas.” A escuridão existe na ausência de luz. A escuridão não têm ou nem precisa de uma fonte. A luz, por outro lado, precisa ter uma fonte. Sem a existência da luz, a escuridão seria universal, porém indefinível. Precisamos de um contraste para realmente compreender o conceito. Sendo este o caso, pode-se fazer a mesma pergunta na situação inversa desse trecho. Se a luz natural e as trevas estão sendo mencionadas aqui, teríamos então o seguinte trecho: eu crio a luz e formo as trevas. No entanto, Deus está falando sobre a luz e as trevas espirituais, de modo que o fraseado acima é que é o correto. O próprio Deus é a fonte de luz espiritual, e uma vez que Ele é incriado, seria errado dizer que Ele criou a luz espiritual; ela sempre existiu com Ele.
Como, então, Ele cria a escuridão espiritual? Por definir a luz espiritual, ou seja, dizendo o que ela é e o que não é. O mesmo acontece no caso de shalom e rah. Ele é a fonte, a própria personificação da paz. Portanto, teria sido incorreto dizer que Ele a criou, já que ela sempre existiu com ele. Mas, por dar a definição de shalom, Ele cria o rah.
Isto é verdade até mesmo quando passamos estes termos para o âmbito moral. Paulo nos ajuda a compreender isso com dois trechos do livro de Romanos:
... onde não há lei, não há transgressão.” (Rom. 4:15) “... Que diremos então? A lei é pecado? De maneira nenhuma! De fato, eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da lei. Pois, na realidade, eu não saberia o que é cobiça, se a lei não dissesse: "Não cobiçarás". Mas o pecado, aproveitando a oportunidade dada pelo mandamento, produziu em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Pois, sem a lei, o pecado está morto. De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom.” (Rom. 7:7, 8, 12)
Deus, por definir o que era santo, justo e bom, criou o mal, mas sem ser moralmente responsável por ele. Considere o seguinte: Se o assassinato não é definido como um crime, então um assassino não é um criminoso. Se a cobiça não é definida como um pecado, então uma pessoa que cobiça não é um pecador. Ao estabelecer um padrão do que é certo, Deus criou o que é errado.
Mas a criação do mal por Deus não para por aqui. Ele concedeu a faculdade do livre-arbítrio à sua criação inteligente. [2] Ao criar uma situação na qual o mal moral pôde vir ao mundo, Ele o criou efetivamente, embora Ele mesmo não tenha criado pessoas iníquas, nem tenha praticado qualquer má ação. O que Ele fez foi criar seres com liberdade moral, dando-lhes um padrão do bem e do mal, e permitindo-lhes decidir livremente que caminho escolher. Dessas maneiras, Iavé Deus criou o mal, e ainda assim Ele próprio permaneceu santo.
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Contribuído por um associado do Mentes Bereanas. A tradução e postagem desta análise foi feita com permissão do autor. 




[1] Ao contrário da crença mais comum, segundo a qual Satanás e os espíritos maléficos são anjos que foram criados bons, mas optaram por um procedimento de rebelião.
[2] Alguns cristãos incluem os anjos nesse grupo, outros não.

Fonte: http://www.mentesbereanas.org/deuscriaomal.html

Deus criou o mal?

Deus criou o mal?



Pergunta: "Deus criou o mal?"

Resposta:
À primeira vista pode parecer que, se Deus criou todas as coisas, então deve também ter criado o mal. Entretanto, há aqui um pressuposto que deve ser esclarecido. O mal não é uma “coisa”, como uma pedra ou a eletricidade. Você não pode ter um pote de mal! Mas o mal é algo que acontece, como o ato de correr. O mal não tem uma existência própria, mas na verdade, é a ausência do bem. Por exemplo, os buracos são reais, mas somente existem em outra coisa. À ausência de terra, damos o nome de buraco, mas o buraco não pode ser separado da terra. Quando Deus criou todas as coisas, é verdade que tudo o que existia era bom. Uma das boas coisas criadas por Deus foram criaturas que tinham a liberdade em escolher o bem. Para que tivessem uma real escolha, Deus deveria permitir a existência de algo além do bem para escolher. Então Deus permitiu que esses anjos livres e humanos escolhessem o bem ou o não-bem (mal). Quando um mau relacionamento existe entre duas coisas boas, a isso chamamos de mal, mas não se torna uma “coisa” que exige ter sido criada por Deus.

Examine o exemplo de Jó em Jó capítulos 1 e 2. Satanás quis destruir Jó, e Deus permitiu que Satanás fizesse tudo, exceto matá-lo. Deus permitiu que isto acontecesse para provar a Satanás que Jó era reto porque amava a Deus, e não porque Deus o tinha tão ricamente abençoado. Deus é soberano, e no controle máximo de tudo o que acontece. Satanás nada pode fazer a não ser que tenha a “permissão” de Deus. Deus não criou o mal, mas Ele permite o mal. Se Deus não houvesse permitido a possibilidade do mal, tanto a espécie humana quanto os anjos estariam servindo a Deus por obrigação, não por escolha. Ele não quis “robôs” que simplesmente fizessem o que Ele gostaria que fizessem por causa de sua “programação”.

A resposta que a Bíblia nos dá é: Deus tem um propósito perfeitamente bom para a existência do mal. Vejamos a seguir. A Bíblia não só ensina que Deus sabe de todas as coisas, mas que Ele determinou, com precisão, o Seu plano para toda a história do universo. Deus detalhadamente determinou a existência e história para cada criatura desde antes da criação. Ele escreveu a história do mundo para a Sua glória, de sorte que tudo ocorre de acordo com o Seu perfeito plano e nada acontece sem ser previamente decretado por Deus. Em Isaías 46:9-10, Deus apresenta como evidência de Sua divindade o fato de que Ele tem determinado e declarado o fim desde o início. Ele diz: “...Eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim... o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46:10).

Não existe um átomo sequer em todo o universo que não esteja a cada momento sendo sustentado e guiado por Deus. Em Colossenses 1:16-17, Paulo diz: “...Tudo foi criado por meio dele e para Ele... Nele, tudo subsiste.” Hebreus 1:3 explicitamente diz que Ele “sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder.” Vimos então que Deus tem planejado e determinado o percurso de toda a criação (incluindo Satanás e todas as suas ações, como sua queda e as tentações que ele apresenta a nós, seres humanos). O mal que existe hoje não ocorre por acidente, mas porque Deus tem determinado em Seu perfeito plano que deveria ser assim. Isto pode ser surpreendente ou até vergonhoso para muitos, mas para Deus, não. Ele diz: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas cousas (Isaías 45:7). É notável que neste versículo Ele até usa o verbo mais forte (bara no Hebraico é a mesma palavra usada em Gênesis 1:1) para referir-se ao Seu envolvimento intencional com o mal. De fato, Ele até apresenta isto como evidência de Sua divindade, em contraste com os ídolos que são incapazes de fazer bem ou mal (Isaías 41:23). O inspirado profeta Jeremias apresenta a pergunta retórica: “Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?” (Lamentações 3:37-38). É claro que a resposta esperada é que nada de bom ou mau ocorre sem que proceda de Deus. Semelhantemente, o profeta Amós pergunta: “Sucederá algum mal à cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?” (Amós 3:6).

Basicamente, não há uma resposta a estas perguntas que possamos compreender totalmente. Como seres humanos limitados, jamais podemos compreender inteiramente um Deus infinito (Romanos 11:33-34). Às vezes pensamos que compreendemos por que Deus faz determinada coisa, e mais tarde descobrimos que era para um propósito diferente daquele que havíamos pensado. Deus vê as coisas sob uma perspectiva eterna. Nós vemos as coisas sob uma perspectiva terrena. Infelizmente, por natureza, preferimos a nossa própria concepção de Deus àquela do Deus verdadeiro.

Concluindo, a Bíblia ensina claramente que tudo que Deus criou era “muito bom” (Gênesis 1:31). Semelhantemente, a Bíblia termina descrevendo em Apocalipse 21 e 22 um período futuro quando tudo voltará a ser muito bom. Apocalipse 21:4 diz: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras cousas passaram.” Isto significa que quase toda a Bíblia, de Gênesis 3 a Apocalipse 20, trata do tempo quando o mal existe. Este é o tempo em que nós vivemos. Entretanto, é confortador, mesmo quando entendemos pouco do propósito de Deus para o mal, saber que tudo começou “muito bom” e há de terminar assim também!

Fonte: http://www.gotquestions.org/Portugues/Deus-criou-mal.html#ixzz35r34Z000

Deus criou o mal?

Deus criou o mal?

O Que a Bíblia Diz?

Em Isaías 45:7, Deus diz: "Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas." Aceitamos como verdade inegável esta afirmação de Deus. Agora, como devemos entendê-la?
Algumas pessoas têm usado este versículo para definir o caráter de Deus como um ser mal, até sugerindo que o Deus do Velho Testamento é malevolente e vingativo em contraste com Jesus, o bom e benevolente Deus do Novo Testamento. Tais conclusões contradizem as claras afirmações do Velho Testamento ("Bom e reto é o Senhor, por isso, aponta o caminho aos pecadores"-Salmo 25:8) e do Novo Testamento ("Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim"- João 14:10-11).
Outros usam o mesmo versículo (Isaías 45:7) para dizer que Deus é um ser "equilibrado" que é tanto bom como mau. Tal idéia é representada em símbolos de falsas religiões, como o "yin-yang". Mas, o Deus verdadeiro não é um conjunto de forças opostas. Ele é perfeitamente bom, e não contém nada de maldade. "Deus é luz, e não há nele treva nenhuma" (1 João 1:5).
Ainda outros têm exagerado o conceito da soberania de Deus até o ponto de negar o livre arbítrio do homem. Segundo alguns sistemas de teologia, Deus decreta tudo, e o homem é impotente para resistir a vontade do Senhor. Pessoas com estas idéias afirmam que Deus predestinou cada pessoa para a salvação ou condenação, e que Jesus morreu somente para salvar as pessoas eleitas pelo capricho de Deus. Tais doutrinas são falsas. Deus chama todos ao arrependimento (Atos 17:30) porque ele não quer que ninguém pereça (2 Pedro 3:9). Jesus provou a morte por todo homem (Hebreus 2:9). Ele mandou que os apóstolos pregassem a toda criatura, e prometeu a salvação àqueles que cressem e fossem batizados (Marcos 16:15-16).
E Isaías 45:7. O que Deus fez? Outras passagens nos ajudam. Deus não criou o mal no sentido moral. "Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal" (Salmo 5:4-5). Deus não tenta ninguém, pois ele é a fonte de "toda boa dádiva e todo dom perfeito" (Tiago 1:13-17).
A palavra "mal" em Isaías 45:7 vem de uma palavra original que pode ter vários sentidos. Neste contexto e em outros onde Deus faz ou traz o mal, a palavra significa "calamidade" ou "punição". É o oposto de paz. Deus usaria Ciro para "abater as nações" (45:1). Em 45:8, Deus promete salvação (paz) e justiça (punição ou mal). Outros trechos usam a mesma linguagem. Os males que Deus ameaçou trazer em 2 Reis 22:16 foram punições e calamidades (veja Josué 23:15, onde aparece a mesma palavra no original).
Deus criou o mal? Sim, no sentido que um Deus justo e santo se afasta do pecador e o castiga por sua iniqüidade. Mas Deus jamais criou o pecado, e não tenta ninguém.
-por Dennis Allan

Fonte: www.estudosdabiblia.net

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A LEI, A GRAÇA E SUAS DIFERENÇAS

A LEI, A GRAÇA E SUAS DIFERENÇAS



Nosso Deus é Deus de compromisso. O Senhor estabelece os acordos regenciais e jamais descumpre Seus tratados. E o primeiro Ser com quem o Senhor firmou um compromisso eterno, foi Consigo mesmo. Vejamos: “Se somos infiéis, ele permanece fiel; porque de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2:13) O Senhor fez diversas alianças com o homem desde a sua criação. Uma das mais conhecidas está registrada em Gênesis 9:9-17. E o que vem a ser um “pacto”? Literalmente, um pacto é um acordo, um contrato, uma convenção entre duas ou mais pessoas. Apesar dos diversos pactos que aparecem na Bíblia entre Deus e o homem, existem dois tratados que são as principais alianças (uma que regeu e outra que rege e regerá para sempre a relação do Senhor com a criação).
São eles: O Pacto da Lei, também conhecido hoje como Velho Testamento, Antigo Testamento, entre outras nomenclaturas, e o Pacto da Graça, o Pacto Eterno, a Nova e definitiva Aliança estabelecida por Deus. Para entendermos estas duas alianças estabelecidas por Deus para conduzir o seu povo, e visualizarmos bem as suas diferenças, precisamos conhecer ambas separadamente, em uma visão geral e panorâmica: A LEI) Metaforicamente, podemos dizer que a Lei foi o “raio-x” usado por Deus para exibir a real condição humana depois da queda adâmica: “Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta.” (Romanos 5:13) Então, a Lei, através do conhecimento do pecado, veio diagnosticar a “doença” inserida pelo primeiro homem na criação e trazer a morte anunciada por Deus a Adão, quando disse: “Se você pecar, certamente morrerá”: “porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado; Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. 8 Mas o pecado, tomando ocasião, pelo mandamento operou em mim toda espécie de concupiscência; porquanto onde não há lei está morto o pecado. 9 E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.” (Romanos 3:20; Romanos 7:7-9) Antes da Lei o pecado já existia, mas não era imputado e não matava (espiritualmente falando). Assim, o “certamente morrerás” que Deus estabeleceu a Adão não se cumpriria sem o advento da Lei. Logo, ao estabelecer o primeiro pacto, Deus diagnosticou a deturpada condição humana e a exibiu ao próprio homem, cumpriu sua sentença de morte (espiritual) dada ao primeiro transgressor e ainda conduziu o homem à cura que viria posteriormente.
 O Apóstolo Paulo revela o que a Lei representou e nos faz entender bem melhor o papel da Antiga Aliança: “Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, 8 como não será de maior glória o ministério do espírito? 9 Porque, se o ministério da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça” (2ª Coríntios 3:7-9). Paulo deixa claro que a Lei foi um MINISTÉRIO DE MORTE e CONDENAÇÃO. E por quê? Porque, como já vimos, o papel da Lei era mesmo o de CONDENAR e MATAR. Foi para isto que Deus a criou. Muitos se perguntam como pode Deus, sendo perfeito, criar algo imperfeito e defeituoso. Esta dúvida se dá a partir desta passagem bíblica: “Pois, se aquela primeira tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para uma segunda.” (Hebreus 8:7) Na verdade, a Lei em si mesma não era defeituosa. Segundo Paulo, a Lei era boa: “E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa; “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usar legitimamente.” (Romanos 7:16; 1ª Timóteo 1:8) Se a Lei era boa, de onde vinha o seu defeito? “Porquanto o que era impossível à lei, visto que estava enferma pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado.” (Romanos 8:3) A Lei era algo espiritual, pois veio de Deus, mas ela foi dada para controlar a carne. Neste caso, devido às obras más da natureza humana, a Lei se tornou enferma. É por este motivo que ninguém foi aperfeiçoado no Antigo Pacto:
“(pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus.” (Hebreus 7:19) É importante frisar que tudo isto sempre fez parte dos planos de Deus. Sempre esteve em Seu controle, devido à Sua Onisciência. Não podemos imaginar que o Senhor se surpreendeu com a ineficácia da Lei em aperfeiçoar o homem, visto que, como já vimos, o papel da Lei, na verdade, era o de CONDENAR e MATAR. A GRAÇA) Como vimos no início, a Lei veio para diagnosticar a situação do homem, sentenciá-lo e conduzi-lo à CURA. E quem é a cura? “De modo que a lei se tornou nosso aio, para nos conduzir a Cristo, a fim de que pela fé fôssemos justificados.” (Gálatas 3:24) Cristo é a Graça de Deus liberada ao homem. Através de Cristo, a criação alcançou a cura espiritual e definitiva através de Sua Obra na cruz. Se a Lei é o “diagnóstico” da “doença” adâmica, a Graça de Deus em Cristo foi (e é) o “remédio” infalível de Deus para a situação do homem. “e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os pecados.” (Colossenses 2:13) Houve então uma sequência de acontecimentos: o pecado “adoeceu” a criação, a Lei diagnosticou e problema e matou os “doentes” e a Graça (Cristo) trouxe a ressurreição, a cura e a Vida Eterna. Paulo também deixa claro o que a Graça representa: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor pacto, o qual está firmado sobre melhores e superiores promessas; “para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus. 8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Hebreus 8:6; Efésios 2:7-8) A PRINCIPAL DIFERENÇA Falando agora das diferenças entre a Lei e a Graça, vamos tratar primeiramente da principal delas: Na Lei, o pacto era BILATERAL. Ou seja, para o homem alcançar a misericórdia de Deus e, consequentemente, ser aperfeiçoado, ele deveria CUMPRIR TODA SUA PARTE (Gálatas 5:3) diante de Deus: Era o famoso “pagar o preço”. E isto se dava através das ordenanças e cerimônias da Lei. Em Graça, nesta Nova Aliança, o acordo é UNILATERAL. Ou seja, Deus CUMPRIU A PARTE DELE E A NOSSA TAMBÉM. Por isso que o Novo Pacto se chama GRAÇA, pois é o favor IMERECIDO de Deus para o homem. Em Graça, não precisamos praticar nada, nenhuma ordenança sequer, para sermos justificados, aperfeiçoados e salvos.
 Tudo isto já nos foi concedido PELA GRAÇA. Tudo que fazemos hoje em Graça é (ou deve ser) por amor e não em busca de “cumprir a nossa parte do acordo”. Muitos hoje, sem o devido conhecimento deste Novo Pacto, ficam tentando obter através de obras da Lei, tudo o que Cristo já nos concedeu pela Graça. Em suma: A Graça é totalmente de Deus. A Nova Aliança é de inteira responsabilidade do Pai. O homem não tem NENHUMA participação na Graça do Senhor, e isto para que a Glória seja totalmente Dele: “não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:9) Quando um líder de alguma congregação ensina que os filhos de Deus devem “pagar o preço”, “fazer a sua parte”, “sacrificar”, “cumprir ordenanças”, cumprir a Lei, etc., em prol da justificação e da salvação eterna, ele está, na verdade, ensinando as pessoas a anularem a Graça de Deus: “Não anulo a graça de Deus; porque, se a justiça vem mediante a lei, logo Cristo morreu em vão.” (Gálatas 2:21) A MALDIÇÃO DA LEI A Lei, em si mesma, não é uma maldição. Porém, fazer uso de suas obras em plena Nova Aliança trás grandes malefícios à vida espiritual de um filho de Deus, visto que a primeira consequência de se praticar a Lei em plena Graça é se SEPARAR DE CRISTO: “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes.” (Gálatas 5:4) A maldição da Lei não está nela mesma, mas no que ela representa. Quando alguém pratica obras da Lei hoje em dia (guardar sábados, participar de páscoas, cerimônias de comer e beber, fazer abluções, etc.), está dizendo que Cristo e Sua obra não são importantes e suficientes para si, já que a Lei ainda precisa ser praticada para se justificar diante de Deus.

                    
COMPARAÇÕES REVELADORAS
LEI
Antigo Pacto
GRAÇA
Novo e definitivo Pacto
MOISÉS
João 1:17
JESUS CRISTO
João 1:17
MORTE
2ª Coríntios 3:7
RESSURREIÇÃO; VIDA
Efésios 2:5-6
NATUREZA DE ADÃO = VELHO HOMEM
1ª Coríntios 15:45
NATUREZA DE JESUS CRISTO = NOVA CRIATURA
1ª Coríntios 15:45; 2ª Coríntios 5:16-17
HOMEM IMPERFEITO
Hebreus 7:19
HOMEM PERFEITO EM CRISTO
Colossenses 2:10;
Hebreus 10:14
PECADO IMPUTADO
Romanos 3:23
SEM PECADO
João 1:29; Romanos 5:13; Hebreus 9:26
CERIMÔNIAS JUDAICAS
Hebreus 9:1

Romanos 3:28
PARA A CARNE
Romanos 8:3
PARA O ESPÍRITO
Romanos 8:2
ESPÍRITO "MORTO"
Romanos 7:9
ESPÍRITO VIVIFICADO
Efésios 2:1
CONDENAÇÃO
2 Coríntios 3:9
NÃO HÁ CONDENAÇÃO
Romanos 8:1
“DEUS TE ABENÇOE”
Números 6:24
ABENÇOADO
Efésios 1:3; Gálatas 3:9
À ESPERA DA CURA
Êxodo 23:25
CURADO
Isaías 53:4
PROIBIÇÕES
Colossenses 2:20-21
TUDO É LÍCITO
1 Coríntios 10:23
SATANÁS; DIABO =
INIMIGO DE DEUS VIVO
Mateus 4:1-11
SATANÁS; DIABO =
MANIFESTAÇÕES CARNAIS
E HUMANAS
Gálatas 5:19-21; 1 Coríntios 10:13


INIMIGO DE DEUS ANIQUILADO
Hebreus 2:14
TUDO A CONSUMAR
Mateus 5:18
TUDO CONSUMADO
João 19:28-30
SANGUE DE ANIMAIS
Hebreus 10:4
SANGUE DE JESUS
Romanos 5:9
ESPÍRITO SANTO AUSENTE
Juízes 3:10; João 14:16-17
ESPÍRITO SANTO CONSTANTE
1 Coríntios 3:16
ABLUÇÕES;
BATISMO DE JOÃO
Hebreus 9:10; Lucas 7:29
BATISMO EM CRISTO
Romanos 6:3-4; Gálatas 3:27
ALIANÇA INFERIOR
Hebreus 8:6
SUPERIOR;
MELHORES PROMESSAS
Hebreus 8:6
DE MOISÉS ATÉ A CRUZ
João 1:14; Romanos 10:4
ETERNO
Hebreus 13:20
MENTE CARNAL
Romanos 8:3
MENTE DE CRISTO
1 Coríntios 2:16
SEPARADOS DE DEUS
Romanos 3:23
EM PAZ COM DEUS
Romanos 5:1
DESCONCILIADOS
Romanos 5:10-12
RECONCILIADOS
2 Coríntios 5:18
VÉU SEPARADOR
Êxodo 26:33
ACESSO DIRETO A DEUS
Hebreus 10:19-20
TEMPLO DE PEDRAS
Êxodo 25:8-9
NÓS SOMOS O TEMPLO
1 Coríntios 3:9
TRIBOS
Êxodo 24:4
A IGREJA
Efésios 5:25-27

A Lei e a Graça

A Lei e a Graça

TEXTO: Hebreus 8: 13 “Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está prestes a desaparecer”.

PENSAMENTO: O propósito deste estudo é definir claramente a diferença entre os dois Pactos, as duas alianças, para que possamos servir à Deus da forma que ele se agrada e possamos produzir frutos para a Glória de Deus.

1. [FCM1]A Lei: O velho Pacto era Carne
a) Rm 7: 8 * Sem lei o pecado está morto. b) Rm 5: 20 * Foi introduzida para que o pecado abundasse. c) Rm 7: 12 * A Lei – Santa, Justa e Boa. d) Rm 8: 3; Jo 7: 19; At 7: 53 * Ninguém a pode cumprir e) Tg 2: 10 * Quem a ofender num ponto é culpado de todos. f) Gl 3: 24 * Foi nosso aio para levar-nos a Cristo. g) 1ª Tm 1: 9 * Não foi dada para o justo, mas para o transgressor. h) Gl 3: 12 * A lei não é da Fé.

2. A Graça: Novo Pacto é para o Espírito.
a) Rm 6: 14 * Na Graça o pecado não reinará em nós. b) Rm 6: 2 * Na Graça estamos mortos ao Pecado. c) Rm 6: 7 * Na Graça estamos justificados do pecado. d) Rm 7: 6 * Na Graça estamos livres da Lei. e) Hb 8: 6 * É um Pacto estabelecido sobre melhores promessas. f) Ef 2: 8 * Somos salvos por Graça. g) Hb 13: 9 * A Graça confirma o coração e não é vã.. h) Rm 11: 6 * Se é por Graça, já não é por obras.

3. No Novo Pacto, as Leis estão escritas no coração e Cristo em nós é a esperança da glória.
a) 2ª Co 3: 2, 3 * Escritas em vossos corações. b) Rm 2: 14 * Não tendo Lei, são lei para si mesmos. c) Ez 36: 26, 27 * Farei que andeis nos meus preceitos.

4. A Lei foi um Ministério de Morte, a Graça é um Ministério de Vida.
a) 2ª Co 3: 6
* Fomos feitos ministros de um Novo Pacto. b) 2ª Co 3: 7, 9,10 * O ministério de morte teve gloria. c) 2ª Co 3: 11 * O ministério do Espirito permanece. d) 2ª Co 3: 11 * O ministério do Espirito permanece.

5. Como se vive por Graça?
a) Rm 4: 16 * É por fé para que seja por Graça. b) Rm 5: 2 * Temos acesso à Graça pela fé.

6. Na Graça estamos verdadeiramente firmes e alicerçados.
a) Hb 10: 14 – Perfeitos para sempre. b) Cl 1: 13 – Libertos das potestades do diabo. c) Rm 8: 2 – Libertos da Lei do Pecado e da Morte. d) 1ª Co 1: 30 – Justificados, Santificados e Redimidos.

7. PALAVRA FINAL: Só por Fé, sem obras da Lei, podemos viver uma vida em Graça que agrade a DEUS. Aquele que está em ti, pelo seu Espírito testificará que tu és, verdadeiramente, um filho de Deus, sendo Ele sustentado e o Fiador deste Pacto de Graça.

Fonte: http://igrejacristovive.com.br/apostilas/a-lei-e-a-graca/

Lei e Graça: Antes da Cruz e depois da cruz

Lei e Graça: Antes da Cruz e depois da cruz

Pré-Cruz ou Pós-Cruz?
Mas - vem a objeção - Paulo não disse claramente aos romanos, que não estavam mais "debaixo da lei" mas "debaixo da graça?" Sim, disse. Mas com tais expressões queria ele acaso dizer que não necessitamos guardar os mandamentos contra o adultério, a idolatria, o homicídio, o roubo, a mentira, etc., enfim o conteúdo do Decálogo?
De modo nenhum, pois os argumentos narrados na mesma epístola são contrários a essa desastrosa conclusão. Leia por exemplo os capítulos de Romanos 3:31; 7:12 e 14; 7:22 e outras passagens. Analisaremos, com muita atenção, o verdadeiro sentido da expressão de Paulo. Qual o assunto que Paulo tinha em mente ao escrever aos crentes de Roma?
  • Estaria ele querendo diferenciar a lei do Velho Testamento e a lei do Novo Testamento? Não!
  • Queria ele estabelecer conflito ou contradição entre a lei e graça? Também não!
  • Estaria indicando várias maneiras de salvação? Não!! Romanos 3:31.
Então a que se referia o apóstolo, ao dizer "debaixo da lei" e "debaixo da graça"?
  • Referia-se à mudança do que ocorre no indivíduo por ocasião de sua conversão, mudança do "velho homem" para o "novo homem", do pecado para a santidade, da condenação fatal para a graça livradora.
Paulo está se dirigindo a homens crentes, a cristãos batizados, a homens convertidos. Não a ímpios, pagãos ou a transgressores da lei divina. Leia Romanos 6:1 a 5. E prossegue o verso 6: "sabendo isto que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não mais sirvamos o pecado". Claro como a luz que o capítulo se refere à conversão e não à mudança de dispensações. Notemos cuidadosamente o que ele diz: "assim também considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 6:11).
A respeito de quem se afirma isso? Somente a respeito do homem convertido - membros da igreja de Roma, que não mais transgrediam a Lei, pois viviam em harmonia com ela. Paulo os exorta a não mais volverem ao pecado. "Não reine, portanto o pecado, em vosso corpo mortal..." (v. 12). Pecado - como define a Palavra de Deus - é transgressão da Lei [Dez Mandamentos] (I João 3:4). Paulo está exortando os romanos a não se deixarem arrastar pelas paixões carnais, voltando assim a transgredir a Lei de Deus. E no (v. 14): "Porque o pecado não terá domínio sobre vós... Por quê? Por que a lei foi abolida? Não. Mas porque já tinham abandonado o pecado, cessaram de transgredir a Lei.
O próprio argumento de Paulo mostra, de modo inequívoco, que era precisamente isto que ele queria dizer. "...o pecado não terá domínio sobre vós, porque não estais debaixo da lei (não mais a transgredis, não estais mais sujeitos à sua condenação, não colocais debaixo dela como antes) mas debaixo da graça (do favor imerecido que Deus vos concedeu de serdes redimidos por Cristo)."
O sentido exato e completo do v.14 é este: "tendo abandonado os vossos pecado, tendo cessado de quebrar a Lei, tendo crido em Cristo e sendo batizados, vós agora não sois mais governados pelos pelo pecado ou pelas paixões, nem sois condenados pela Lei, porque achastes graça à vista de Deus, que vos concedeu este favor imerecido, e os vossos pecados foram apagados."
Claríssimo! Portanto, não estar debaixo da lei, é não está sobre a sua condenação. Não há conflito entre Lei e Graça. "Por quê? Pecaremos (isto é transgrediremos a lei) porque não estamos debaixo da lei (da sua condenação) mas debaixo da graça (do favor divino)? De modo nenhum." Portanto, a própria conclusão do apóstolo Paulo destrói inteiramente a tese de um suposto conflito entre Lei e Graça. Mesmo porque se "não estar debaixo da lei" significa que não devemos obedecer-Lhe, segue-se portanto que podemos transgredir-la à vontade. Porém Paulo destrói imediatamente esta idéia blasfema com um categórico "De modo nenhum!".
Credenciada autoridade evangélica sentenciou, com relação a Romanos 6:14: "A graça não importa em liberdade para pecar, mas numa mudança de senhores, e numa nova obediência e serviço. A graça não anula a santa Lei de Deus, mas unicamente a falsa relação do homem para com ela." 1
Outra passagem - muito ao gosto dos negadores da lei - é Gálatas 5:18: "... se sois guiados pelo Espírito não estais debaixo da lei." Também neste caso, quais os que não estão debaixo da lei? Somente os que são guiados pelo Espírito, ou seja convertidos, os fiéis, os crentes, os que não seguem as concupiscências, os que não transgridem a Lei de Deus - em suma os que não cometem pecado. Os ímpios os pecadores não são guiados pelo Espírito, por isso eles estão debaixo da lei, da sua condenação, porque as transgridem. Não há aí a mais leve alusão de abolição da Lei de Deus. Só uma interpretação obtusa conduziria a tal conclusão.
Consideremos agora a absurda interpretação de alguns. Dizem que pela expressão "não estamos debaixo da lei" Paulo quis dizer que a lei foi abolida e, portanto, não precisamos mais cumprir os seus preceitos. Passou a lei, sua época e sua função - segundo dizem. Ora, se isto é verdade, então ninguém está debaixo da lei, quer seja ou não guiado pelo Espírito. Daqui não há como fugir. Mas Paulo combate este erro, declarando explicitamente que a fim de não estarmos debaixo da lei, temos que ser guiados pelo Espírito.
A idéia de se estar "livre da lei" e de sua obediência não é nova. Ela surgiu, pela primeira vez, em 608 A.C., aproximadamente, nos tempos do profeta Jeremias. Naquele tempo, este argumento indigno foi empregado pelo rebelde povo de Judá a fim de justificar a sua transgressão da lei de Deus. Consulte-se, de preferência nas versões Brasileiras ou Trinitária, a repreensão de Deus ao Seu povo, em Jeremias 7: 8 a 10: "Eis que vos confiais... furtareis, matareis, adulterareis... e direis: fomos livrados a fim de fazer todas estas coisas."
Um fato inegável: os cristãos de qualquer denominação crêem que eles não devem jurar, matar, furtar, mentir, cobiçar, etc. Em outras palavras, crêem que devem guardar os mandamentos. Os adventistas crêem o mesmo, com a diferença que o fazem em relação a todo o Decálogo, incluindo necessariamente o quarto mandamento.
Ora, se nós, os Adventistas do Sétimo Dia, estamos "debaixo da lei" porque cremos na guarda dos Dez Mandamentos, então os demais cristãos estão nove décimos (ou noventa por cento) debaixo da lei, pelo fato de guardarem nove preceitos do Decálogo. "Coerência, és uma jóia."
Outro fato de suma gravidade: costuma-se usar a expressão "não estar debaixo da lei" mas "debaixo da graça" unicamente para se "justificar" a desobediência ao quarto mandamento. Ninguém a emprega para justificar a quebra de outros mandamentos do Decálogo. Cremos honestamente que aqueles que a usam para fugir a guarda do sábado, não sentem nenhum desejo de roubar, matar ou adulterar. Certamente que essas coisas lhes causam horror. Mas, com tal atitude, apenas provam que não é o mandamento de Deus que os inibe de fazer de adulterar, matar, cobiçar, etc., mas sim a educação que receberam, a vigilância social e a opinião pública. Se a prática desses horríveis pecados fosse coisa aceita (como o eram em alguns ritos bárbaros), então não hesitariam em dizer que praticariam tais coisas porque "não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça".
A tal extremo conduz o anominianismo, servindo-se de suas bases capciosas de argumentação. Note-se que há índios e nativos canibais que matam impiedosamente e a sua consciência não os acusa. Erro grosseiro é supor que a guarda dos mandamentos é questão de consciência. A religião cristã não se baseia na consciência, mas é uma religião revelada. Está escrito o que devemos fazer, e o que devemos evitar de fazer e isto é cumprido quando o Espírito nos toca o coração. A consciência, muita vezes, mesmo crendo estar sendo dirigida por Deus, acomoda-se. A consciência não é um guia seguro. O seguro está na revelação. Vamos cumpri-la. A Escritura tem muito a dizer sobre a consciência, como base precária e enganosa. A Bíblia fala de "consciência cauterizada" (I Timóteo 4:2), consciência "fraca" (I Coríntios 8:7). Somente a revelação divina não se cauteriza nem se enfraquece. É inalterável porque o seu elemento é só divino.

A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 96.
1. Vincent, Word Studies, vol. 3, pág. 11.
 

Fonte: www.jesusvoltara.com.br